Desembargadora Mônica Puglia recebe Medalha Chiquinha Gonzaga

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Desembargadora Mônica Puglia recebe Medalha Chiquinha Gonzaga
Desembargadora Mônica Puglia entre os vereadores William Siri e Paulo Pinheiro
 Homenagem foi concedida pela Câmara Municipal do Rio por iniciativa dos vereadores Willian Siri e Paulo Pinheiro
 

A desembargadora Mônica Puglia, associada da AMATRA1, foi homenageada nesta quinta-feira (28) com a Medalha de Reconhecimento Chiquinha Gonzaga, em solenidade no Salão Nobre do TRT-1. A honraria foi concedida pela Câmara Municipal do Rio de Janeiro, por proposição do vereador Willian Siri e ex-vereador Paulo Pinheiro. A presidenta Daniela Muller, presente na cerimônia, destacou a relevância de se reconhecer a trajetória de uma mulher na magistratura e fortalecer a representatividade feminina no Judiciário, ampliando a visibilidade de questões de gênero que ainda marcam a sociedade e o mundo do trabalho.

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Áurea Sampaio, Mônica Puglia, Paulo Pinheiro, Cléa Couto e Daniela Muller

Em discurso, Mônica falou sobre o legado de coragem e pioneirismo da musicista Chiquinha Gonzaga e afirmou que a condecoração representa não apenas uma conquista pessoal, mas um compromisso coletivo com a luta pelos direitos das mulheres.

“Ser reconhecida por uma trajetória de luta pelos direitos das mulheres me faz lembrar que nada do que construí foi sozinha. Trago comigo o legado das mulheres que vieram antes e abriram caminhos para que hoje pudéssemos ocupar espaços de decisão. A medalha é símbolo de uma conquista pessoal, mas acima de tudo é um lembrete coletivo de que a nossa luta continua. Ainda é necessária muita coragem para questionar estruturas, desafiar padrões e garantir que nenhuma mulher seja deixada para trás ou seja vítima de qualquer violência”, disse.

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Mônica Puglia ao lado da família 

Ao discursar em homenagem à colega, a desembargadora Raquel Maciel pontuou o compromisso de Mônica com pautas sociais, lembrando iniciativas como ouvidora da Mulher, a criação de espaços de acolhimento e rodas de conversa sobre violência de gênero. Ela comparou a vida a um bordado feito de retalhos.  

“Chiquinha Gonzaga foi mulher de muitos retalhos e deixou um bordado lindo recheado de coragem para enfrentar os desafios daquela época. Mônica, você tem construído retalhos e deixado pedacinhos pelo caminho desde a sua posse. O bordado que você vem construindo também está repleto de coragem, sensibilidade e respeito ao coletivo”, afirmou.

A Medalha Chiquinha Gonzaga foi criada para homenagear mulheres que, por meio do trabalho ou de iniciativas diversas, contribuíram para o engrandecimento da cidade. A distinção reconhece trajetórias marcadas pela defesa da democracia, pela promoção da cidadania e pela atuação em prol da sociedade. O nome da comenda remete à compositora Chiquinha Gonzaga (1847-1935), uma pioneira em sua área. Primeira mulher a reger uma orquestra e a  compor música popular no Brasil, ela rompeu barreiras sociais e de gênero em um período marcado por fortes restrições às mulheres. Ao longo da vida, desfez dois casamentos, manteve uma terceira união até a morte e abriu espaço para que outras mulheres conquistassem visibilidade em um ambiente dominado por homens.

Assim como outras personalidades já contempladas em anos anteriores, como as juízas Áurea Sampaio e Cléa Couto, Mônica Puglia passa a integrar o grupo de pessoas reconhecidas com a distinção, que valoriza a representatividade e a atuação voltada para a defesa de direitos no cenário carioca. “A Medalha Chiquinha Gonzaga me inspira a seguir adiante, com a mesma coragem da mulher que, por meio de sua música e de sua voz, desafiou estruturas. Que nós também possamos continuar desafiando, construindo e acolhendo, com a convicção de que um mundo mais justo para as mulheres é um mundo melhor para todos”, afirmou. 

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