Cerimônia formaliza início do biênio 2026/2027, destaca defesa institucional da Justiça do Trabalho e reúne autoridades associativas e judiciais
A nova diretoria da AMATRA1 tomou posse para o biênio 2026/2027 em cerimônia na sede do TRT-1, na quinta-feira (26), reunindo magistrados, dirigentes associativos e representantes do sistema de Justiça. Durante a solenidade de transmissão do cargo da ex-presidenta Daniela Muller para o atual presidente Rafael Pazos, foi destacada a atuação política e institucional da entidade na defesa da Justiça do Trabalho. O evento contou com a presença de autoridades convidadas e apresentações musicais.
Rafael Pazos com os ex-presidentes da AMATRA1
Ao assumir a presidência, Rafael Pazos afirmou que a diretoria enfrentará um período de intensa exposição institucional e declarou que a associação precisará manter atuação firme diante dos debates envolvendo a magistratura e o Direito do Trabalho. “Vamos todos precisar de uma direção forte”, disse, “capaz de engrandecer o nome da Justiça do Trabalho, do Direito do Trabalho e da Magistratura Trabalhista”.
A cerimônia teve início com a formação da Mesa Diretora, composta pelo presidente empossado, Rafael Pazos, posicionado ao lado do presidente do Tribunal, Roque Lucarelli; do vice-presidente do TRT-1, Leonardo Pacheco; da ex-presidenta da AMATRA1, Daniela Muller; do presidente da Anamatra, Valter Pugliese; e do corregedor-regional, Alvaro Carvalho.
Da esquerda para a direita: Leonardo Pacheco, Alvaro Carvalho, Roque Lucarelli, Rafael Pazos, Daniela Muller e Valter Pugliese
O evento também reuniu autoridades do sistema de Justiça e da comunidade acadêmica, entre elas o procurador-chefe do MPT-RJ, Fabio Goulart Villela; o presidente da Comissão de Justiça do Trabalho da OAB-RJ, Ricardo Menezes, que representou Ana Tereza Basilio; a diretora da Faculdade de Direito da UFF, Fernanda Pimentel; a magistrada Elaine Molinaro, diretoria geral da ABA-RJ; e a presidenta do IAB, Rita Cortez.
A programação cultural contou com a apresentação da Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga, iniciativa de transformação social para jovens de 7 a 22 anos em locais de vulnerabilidade social, sob regência de Priscila Bomfim, primeira mulher a reger ópera no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. A orquestra se apresentou junto da cantora Gabriela Rafael, na abertura do evento.
Cantora Gabriela Rafael com a Orquestra Sinfônica Juvenil Chiquinha Gonzaga
Em discurso de despedida, Daniela Muller expressou gratidão pela confiança recebida ao longo do biênio à frente da associação, ressaltando que a gestão ocorreu em um período desafiador e exigiu equilíbrio entre firmeza e sensibilidade. Enfatizou a importância da atuação coletiva da diretoria e reconheceu que a experiência de liderança, especialmente sendo mulher em espaço de poder, trouxe desafios adicionais e a necessidade de superação de barreiras estruturais.
“Chegou a hora de dizer adeus, de encerrar esse ciclo de dois anos de presidência. Para nós mulheres a experiência da liderança associativa é única e acarreta uma carga extra de dificuldades. Sabemos que os espaços de poder não são originalmente destinados a nós. Não dá para fazer tudo o que almejamos, mas posso dizer que as limitações só instigam a ir além”, disse.
Rafael Pazos e Daniela Muller
O ex-presidente Gustavo Tadeu Alkmim homenageou a nova gestão e descreveu a presidência da associação regional como função marcada por demandas institucionais e conflitos cotidianos da magistratura. Ele avaliou que a atuação política da entidade representa elemento central e declarou que a defesa da Justiça do Trabalho permanece necessária diante de questionamentos recorrentes.
Ao se dirigir ao novo dirigente, Alkmim afirmou: “Ser presidente de Amatra é mais difícil do que ser presidente da Anamatra”, e acrescentou que a associação precisa preservar o “posicionamento de resistência” que marcou sua história. O magistrado também destacou a participação feminina na trajetória da entidade e prestou homenagem à juíza Amélia Valadão, falecida recentemente.
Valter Pugliese ressaltou que a atuação associativa exige diálogo institucional com os tribunais e defesa permanente das prerrogativas da magistratura, além de articulação política diante de decisões que podem impactar o campo trabalhista. Também chamou atenção para a confiança dos associados na eleição da nova diretoria e apontou a necessidade de união para enfrentar questionamentos ao Direito do Trabalho.
Valter Pugliesi entre a ex-presidenta Daniela Muller e o corregedor Alvaro Carvalho
“É importante que os colegas que se dispõem a assumir cargos no movimento associativo reúnam o perfil adequado, com a indispensável visão do coletivo, na busca de soluções possíveis. A escolha tranquila do colega Rafael, sem oposição e com votação expressiva, demonstra a confiança dos magistrados e magistradas que integram a AMATRA1 em sua capacidade de exercer a representação das associadas e associados”, afirmou.
Ao encerrar a cerimônia, Rafael Pazos reafirmou a necessidade de mobilização associativa e indicou que a diretoria buscará responder às demandas corporativas e institucionais da categoria. O dirigente declarou que a entidade vai manter presença ativa no debate público, concluindo que pretende conduzir a gestão com diálogo e compromisso institucional.
“Todos vocês podem ter a mais absoluta certeza de que não retrocederemos um centímetro sequer. A nossa competência será preservada. A Justiça do Trabalho é extremamente importante para toda a sociedade. Seguiremos demonstrando essa relevância em cada ato, despacho, sentença e acordo que proferimos. De tempos em tempos, sua própria existência é ameaçada e sempre resistimos. Não será diferente desta vez. A AMATRA somos nós”, afirmou.
Rafael Pazos com sua família na solenidade
A AMATRA1 agradeceu a presença dos convidados no evento, encerrado com um coquetel no terraço do Tribunal, onde os integrantes da nova diretoria receberam os cumprimentos e votos de sucesso para o biênio após o término da solenidade.
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