Literatura rege debate sobre violência doméstica no TRT-1

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Literatura rege debate sobre violência doméstica no TRT-1
Roda de conversa sobre violência de gênero no TRT-1

Roda de conversa reuniu magistrados e servidores para leitura de contos e diálogos sobre violência de gênero no Brasil

A leitura de trechos de produções literárias conduziu um debate sobre violência doméstica no Centro Cultural do TRT-1, na tarde desta segunda-feira (13). O encontro reuniu cerca de 30 participantes e articulou literatura, artes visuais e diálogo institucional em uma roda de conversa. A iniciativa foi organizada em conjunto pelo centro, pela Ouvidoria da Mulher e pela Escola Judicial, com objetivo de ampliar a reflexão sobre diferentes formas de violência de gênero. O encontro teve a participação de magistrados e servidores, incluindo a juíza Rossana Tinoco, 1ª diretora Social da AMATRA1, que representou a Associação.

A proposta estruturou o encontro a partir da leitura dos contos “Manuscrito de um não-ciumento cansado” e “Fotografia em branco e preto”, do livro “A culpa deve ser do sol”, do desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, ex-presidente da AMATRA1. Ao comentar a construção das narrativas, Alkmim afirmou que adota um enfoque realista e destacou que os textos refletem situações presentes no cotidiano.

Ele descreveu personagens inseridos em relações de opressão e apontou que a violência doméstica se manifesta, frequentemente, no espaço privado, com a mulher sendo colocada em posição de submissão. O magistrado também associou a literatura à produção crítica. Segundo ele, “a literatura, como regra, é um lugar não só do prazer, da leitura, mas também um lugar de reflexão, que te tira de uma certa zona de conforto”.

A desembargadora Carina Bicalho, ouvidora da Mulher, vinculou a iniciativa à desconstrução de estereótipos de gênero. Segundo ela, o uso da literatura e das artes visuais permite abordar diferentes camadas da violência, inclusive processos anteriores ao desfecho extremo, como o feminicídio. Também situou o evento como parte do compromisso institucional com o enfrentamento da violência de gênero e ressaltou a importância de integrar diferentes linguagens para ampliar a compreensão do problema. 

A curadora da exposição “Presenças Invisíveis – Mulheres Trans”, Isabela Francisco, também participou da roda de conversa. Ela contribuiu para a mediação das discussões. A mostra, que aborda a violência contra mulheres trans, permanece em exibição no Centro Cultural do TRT-1 até 22 de abril, e amplia o alcance do debate proposto no encontro.

Participaram ainda do evento a desembargadora Mônica Puglia; o desembargador Maurício Drummond; o juiz Paulo Périssé, ex-presidente da AMATRA1; e Maria Zilda Neta, 1ª diretora-adjunta de Prerrogativas e Direitos também da AMATRA1, todos associados.

A diretora do Centro Cultural, desembargadora Dalva de Oliveira, indicou que a iniciativa se insere em uma agenda voltada ao enfrentamento de diversas formas de preconceito, incluindo machismo, capacitismo e etarismo. Ao final do encontro, a programação incluiu um sorteio de livros. 

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