Às vésperas das eleições de 2026, o Ministério Público do Trabalho (MPT) já registrou mais de 600 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho neste ano. O número é cerca de sete vezes o observado no mesmo período em 2022, quando a instituição recebeu 85 notificações. A Região Sudeste lidera o número de denúncias, com mais de 200 casos. O MPT vai reforçar os plantões para receber denúncias durante o final de semana do pleito.
Para combater a pressão política sobre os trabalhadores, a Justiça do Trabalho, a Justiça Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral (MPE) e o MPT, em parceria com outras instituições, também promovem a campanha nacional “No Meu Voto Mando Eu”. A iniciativa integra a Aliança pelo Voto Livre e busca conscientizar a população sobre a importância do exercício do voto de forma livre, consciente e sem qualquer tipo de interferência.
O assédio eleitoral ocorre quando empregadores, gestores ou superiores hierárquicos utilizam sua posição para constranger, intimidar ou influenciar a escolha política dos empregados. Ameaças de demissão, promessas de benefícios, constrangimentos, perseguições e outras formas de pressão para influenciar o voto ou o apoio a candidatos e partidos podem caracterizar assédio eleitoral.
Além das ações de conscientização, instituições do Poder Judiciário e do Ministério Público mantêm canais para o recebimento de denúncias e a apuração de casos de assédio eleitoral. Trabalhadores que se sintam constrangidos ou que testemunhem situações de assédio podem denunciar ao MPT pelo site www.mpt.mp.br ou por meio dos canais disponibilizados pelos Tribunais Regionais do Trabalho.
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