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Feira de empregabilidade aproxima empresas de pessoas com deficiência no TRT-1

Feira de empregabilidade aproxima empresas de pessoas com deficiência no TRT-1
8ª Feira de Empregabilidade para Pessoas com Deficiência, no espaço multiuso do prédio-sede do TRT-1

Evento reuniu pessoas com deficiência, reabilitados do INSS e empregadores para ampliar oportunidades de contratação e discutir acessibilidade e inclusão no ambiente de trabalho

Apesar da forte chuva no Rio de Janeiro, a 8ª Feira de Empregabilidade para Pessoas com Deficiência e Reabilitados do INSS, promovida pelo TRT-1 nesta terça-feira (16), recebeu mais de 40 interessados e os conectou a 17 empresas participantes. Entre eles, estava o professor de música Jader Avelino, que busca uma recolocação no mercado de trabalho após desenvolver hemiparesia como sequela de um AVC sofrido há sete anos. “Este evento é fundamental, porque abre uma janela para que todos percebam quão importantes são as vagas de acessibilidade. Para nós, PcDs, são elas que nos permitem, muitas vezes, construir uma carreira. É difícil, mas estou aqui para buscar uma oportunidade”, afirmou.

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Jader Avelino, participante da feira 

Além da simples oferta de vagas, a iniciativa abriu espaço para a troca de experiências entre empregadores e trabalhadores, em uma interação não meramente profissional, mas humana. Entre as mesas nas quais as empresas recebiam os candidatos, era possível ouvir histórias marcadas pela procura de uma primeira oportunidade profissional, pela reconstrução da vida após acidentes ou doenças e pelos desafios de acesso ao emprego para pessoas com deficiência.

O desejo de se inserir no mercado de trabalho levou a jovem Ana Beatriz, de 23 anos, a uma feira de empregabilidade pela primeira vez. Ela possui deficiência auditiva, mas não tem surdez total, e opta por uma comunicação oralizada, sem libras. Sem experiência profissional, ela relatou encontrar dificuldades para conseguir uma vaga, mas destacou ter muita disposição para aprender e desenvolver novas habilidades. “Eu não tenho experiência nenhuma, mas estou disposta a conhecer mais e contribuir com as empresas, caso me dêem uma oportunidade”, disse.

A feira surgiu de uma reflexão da Comissão de Inclusão e Acessibilidade do TRT-1 sobre processos relacionados ao descumprimento das cotas destinadas às pessoas com deficiência. Coordenadora da comissão, a desembargadora Alba Valéria explicou que a proposta visa trazer para dentro do tribunal uma discussão que frequentemente aparece nas ações trabalhistas, mas sob uma perspectiva de construção de soluções.

“Existem processos em que você analisa o não cumprimento de cotas de vagas afirmativas. (...) Meu objetivo, na primeira edição, era trazer essas empresas para o Tribunal e oferecer a elas a oportunidade de darem emprego para outras pessoas. Ao mesmo tempo, podemos discutir o que está acontecendo e qual é a dificuldade delas, visto que algumas colocam nos processos que não conseguem contratar”, afirmou a desembargadora.

Segundo a magistrada, a iniciativa vai além da simples divulgação de vagas e busca compreender os fatores que dificultam não apenas a contratação, mas a permanência de trabalhadores com deficiência nas empresas. Após a feira, a comissão promove se reúne com as empresas participantes para identificar obstáculos relacionados à qualificação exigida, à adaptação dos ambientes de trabalho, à distância entre residência e emprego e até mesmo à documentação para comprovação da condição de PcD.

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8ª Feira de Empregabilidade para Pessoas com Deficiência, no TRT-1

Alba Valéria destacou ainda que a ação não tem como intenção fiscalizar ou punir os empregadores, mas incentivar mudanças de postura. “Nosso objetivo final é sensibilizar quem está querendo emprego e quem está abastecendo o mercado com essas vagas de emprego”, resumiu.

Realizada em parceria com o Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ) e a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego no Rio de Janeiro, a feira deste ano reuniu 17 empresas de diferentes segmentos, como Drogarias Pacheco, Di Santinni, Supermercados Mundial e Guanabara, Granado e Windsor Hotéis. O evento reforçou o debate sobre empregabilidade, acessibilidade e permanência de pessoas com deficiência e reabilitados do INSS no mercado de trabalho.

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