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Pesquisa da Anamatra fará diagnóstico sobre magistratura trabalhista

Levantamento nacional reúne percepções sobre condições de trabalho e pertencimento; formulário segue até 11 de maio

A Anamatra iniciou uma nova etapa de coleta de dados para compreender a rotina da magistratura trabalhista. Em parceria com o Insight Data Science Lab da Universidade Federal do Ceará, a associação realiza a pesquisa “Condições de Trabalho da Magistratura Trabalhista” entre 20 de março e 11 de maio de 2026, por meio de formulário eletrônico, com o objetivo de identificar a percepção da categoria sobre o ambiente de trabalho, o sentimento de pertencimento à carreira e as adversidades enfrentadas, a fim de subsidiar a adoção de políticas institucionais.

A iniciativa mobiliza magistradas e magistrados em atividade em todo o país e estrutura um retrato institucional a partir de experiências diretas. O estudo incorpora recorte específico de gênero e orienta a formulação de medidas administrativas e institucionais.

O levantamento integra as diretrizes da gestão 2023/2025 da entidade e incorpora contribuições da Comissão Anamatra Mulheres, que viabiliza uma abordagem específica sobre os desafios vivenciados por magistradas. A estrutura do questionário inclui uma seção exclusiva voltada a esse público, com foco nas particularidades da trajetória profissional feminina.

A coordenação técnica adota metodologia científica desenvolvida pelo laboratório da UFC, responsável por garantir consistência analítica aos dados coletados. A iniciativa também projeta o uso dos resultados para embasar encaminhamentos junto a autoridades e órgãos competentes.

A participação exige validação por CPF, medida que restringe o acesso ao público-alvo de associadas e associados em atividade, sem permitir identificação individual. O tratamento das informações assegura anonimização integral e divulgação apenas em formato agregado, com percentuais.

O procedimento observa as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados e estabelece termo de consentimento específico, que delimita a finalidade do uso dos dados e garante a possibilidade de recusa ou desistência a qualquer momento. O preenchimento ocorre de forma individual e leva entre 10 e 15 minutos.

Com informações do Anamatra

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Presidências da AMATRA1 e OABRJ planejam agenda comum

Reunião na sede da associação planeja atuação integrada em pautas da Justiça do Trabalho

O avanço do diálogo institucional marcou o encontro entre o presidente da AMATRA1, Rafael Pazos Dias, e a presidente da OABRJ, Ana Tereza Basilio, na sexta-feira (27), na sede da associação. A reunião consolidou a aproximação entre as instituições e delineou uma atuação coordenada em pautas de interesse comum, com foco na Justiça do Trabalho.

“Alinhamos a elaboração de um protocolo para utilização de telefones celulares em audiência, reforçamos a parceria institucional e ajustamos esforços coletivos para criação de Varas do Trabalho para o TRT-1”, afirmou o presidente da AMATRA1.

A iniciativa reuniu representantes das duas instituições que começaram a trabalhar em uma agenda voltada ao fortalecimento das relações institucionais e à atuação conjunta em temas de interesse da advocacia e da  magistratura trabalhista. Também esteve presente na reunião a vice-presidenta da AMATRA1, Fernanda Stipp, além do ex-presidente André Villela.

O encontro contou com a participação do assessor especial da presidência da Seccional e presidente da Comissão da Justiça do Trabalho da OABRJ, Ricardo Menezes, do coordenador da Comissão de Prerrogativas na Justiça do Trabalho, Max Ferreira e da conselheira seccional Érica Santos.

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TRT-1 usa a arte para dar visibilidade a mulheres trans

Exposição reúne obras sobre rotina de encarceradas e integra ações institucionais ligadas à busca de equidade

Idealizada pela artista Isabela Francisco, com obras produzidas a partir de vivências no presídio Evaristo de Moraes, a exposição “Presenças Invisíveis – Mulheres Trans” foi inaugurada, nesta quarta-feira (25), no Centro Cultural TRT-1. Com visitação gratuita até 22 de abril, de segunda a sexta-feira, das 9h às 16h, a mostra apresenta dez lençóis transformados em telas para a expressão artística de mulheres trans privadas de liberdade. A juíza Carolina Trevizani representou a AMATRA1 no evento. 

Além de pinturas, a iniciativa traz objetos e um vídeo com depoimentos, resultado de um projeto desenvolvido desde 2021 pela artista junto às detentas. Cada obra incorpora elementos visuais e textuais que abordam experiências individuais e coletivas, enquanto os QR codes permitem acessar conteúdos explicativos que contextualizam os trabalhos selecionados.

A exposição reuniu autoridades do Tribunal, como o presidente do TRT-1, Roque Lucarelli, e convidados, como a deputada estadual Dani Balbi. Também estiveram presentes as ex-presidentas da AMATRA1 Daniela Muller e Luciana Neves, as desembargadoras Rosane Catrib e Mônica Puglia, o desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, além da juíza Adriana Freitas. O juiz Ronaldo Callado participou da abertura representando a desembargadora Márcia Regina Leal, coordenadora do Subcomitê Regional de Equidade de Raça, Gênero e Diversidade.

Em nome do colegiado, o magistrado destacou o papel da mostra ao provocar reflexão institucional e social. Segundo ele, a exposição “nos convida a ver aquilo que tantas vezes é deliberadamente invisibilizado” e se configura como “um chamado à luta pelo reconhecimento e ao compromisso com a dignidade das pessoas trans, especialmente das mais vulnerabilizadas”.

A iniciativa integra ações do Tribunal voltadas à promoção da equidade e ao enfrentamento da discriminação. O projeto mobiliza diferentes linguagens para abordar temas como violência, exclusão e resistência, a partir de experiências vividas por mulheres trans no sistema prisional.

Dados recentes reforçam o contexto abordado na coletânea de obras. Levantamento do Ministério dos Direitos Humanos revela que mais de 5,2 mil denúncias envolvendo pessoas trans foram registradas entre 2023 e janeiro de 2026 no Disque 100, o que corresponde a 22,6% das denúncias relacionadas à população LGBTQIA+ no período. No mercado de trabalho, apenas cerca de 25% das pessoas trans possuem emprego formal no país, evidenciando barreiras estruturais de acesso a direitos básicos.

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