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‘(Des)protegidas’: Monique Kozlowski discute gênero e relações de trabalho em seu novo livro

‘(Des)protegidas’: Monique Kozlowski discute gênero e relações de trabalho em seu novo livro

A juíza titular da 2ª Vara do Trabalho de Volta Redonda, Monique Caldeira Kozlowski, vai lançar, no dia 26 de outubro, o livro “(Des)protegidas”, que propõe reflexões sobre a aplicação do Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero nas relações trabalhistas. Em entrevista à AMATRA1, a autora fala sobre a obra e compartilha as inspirações e desafios do processo de escrita. O prefácio é assinado pelo desembargador José Nascimento Araújo Netto, do TRT-1. 

O livro nasceu de um processo de superação pessoal da magistrada, que encontrou na escrita uma forma de ressignificar um período difícil de sua vida. “A grande inspiração desse livro, por incrível que pareça, foi um sofrimento intenso que passei na magistratura, que nem no meu pior pesadelo imaginei que passaria. Eu adoeci”, disse. “O processo de escrita, para mim, foi muito difícil, porque nós, mulheres, temos muito medo — medo do que vamos falar, do que as pessoas vão interpretar. Foi um grande desafio, em primeiro lugar, romper essa barreira para escrever.”

De acordo com a autora, o livro não pretende ser uma obra jurídica, mas estimular uma reflexão individual nos leitores. “Minha escrita é quase visceral, com influência das minhas aulas e das palestras com temáticas do protocolo das quais participo”, afirmou. “(Des)protegidas” aborda diferentes dores enfrentadas pelas mulheres, considerando recortes como raça, classe, identidade, orientação sexual e deficiência. “Vou falar muito de risco, porque risco tem gênero”, completou. 

Monique também destacou o impacto que espera provocar nos leitores. “O livro vai causar um certo incômodo. Se a leitura conseguir trazer deslocamento, memória e até uma certa coragem, acho que vou ter cumprido minha missão. E, de repente, se for lido com amor, talvez esse livro te vingue da mesma forma como me vingou”, concluiu a magistrada.

Julgamento sob a perspectiva de gênero

Criado em 2021 pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Protocolo para Julgamento com Perspectiva de Gênero oferece orientações e fundamentos teóricos para decisões judiciais e administrativas que considerem as desigualdades estruturais que afetam as mulheres. O documento também contempla diferentes fatores de vulnerabilidade, como raça, classe, etnia, orientação sexual, identidade de gênero, deficiência e outras condições que podem aprofundar desigualdades.

Serviço

A compra do livro estará disponível a partir de 26 de outubro no site da editora Litteris. Na mesma data, a obra será lançada no Grêmio Artístico e Cultural Edmundo de Macedo Soares e Silva (GACEMSS), em Volta Redonda, às 19h. Também está previsto um segundo lançamento, em 11 de novembro, às 14h, no Centro Cultural do TRT-1.

 

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