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Projeto ‘Mulheres que inspiram’ amplia narrativas de empoderamento

Projeto ‘Mulheres que inspiram’ amplia narrativas de empoderamento
Mulheres que Inspiram/Divulgação

Iniciativa da AMATRA1 reuniu relatos sobre esporte, arte, organização e meio ambiente ao longo de março

A AMATRA1 divulgou, ao longo de março de 2026, o projeto “Mulheres que Inspiram”, uma série multimídia sobre a trajetória de magistradas da Justiça do Trabalho. Com a participação de Cissa Biasoli, Monique Caldeira, Kíria Garcia, Paula Cabral, Ana Júlia Pereira, Mônica Cardoso, Cléa Couto, Adriana Pinheiro e Carina Bicalho, a iniciativa reuniu vídeos, textos e cards institucionais, com relatos sobre práticas pessoais que dialogam com o exercício da magistratura. 

As juízas compartilharam experiências ligadas ao esporte, à escrita, à leitura e a outras atividades, com o objetivo de mostrar como equilibram suas vidas pessoal e profissional. A série integrou a programação do Mês da Mulher na AMATRA 1. Os conteúdos incorporaram imagens das magistradas em atividades fora do ambiente de trabalho e estruturaram uma narrativa baseada em experiências pessoais e rotinas paralelas à jurisdição.

Entre a magistratura e a terra: o trabalho de Cissa Biasoli em Teresópolis

O relato de Cissa Biasoli sobre sua atuação em Teresópolis, com foco na recuperação ambiental por meio de sistemas agroflorestais, inaugurou a série. O material demonstra uma rotina articulada, bem dividida entre o exercício da jurisdição e o trabalho no sítio, que inclui a participação em iniciativas locais voltadas à preservação da Mata Atlântica.

Nesse arranjo, a própria magistrada reconhece o custo das escolhas que sustentam essa dinâmica. “A vida é feita de escolhas e renúncias”, afirma, ao mencionar o afastamento de compromissos sociais e a reorganização das relações pessoais em função do projeto ambiental.

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Literatura como encontro: o clube de leitura de Monique Caldeira

A leitura acompanha a juíza Monique Caldeira desde a infância e atravessa diferentes fases de sua vida profissional. Mas, apesar da rotina intensa, a paixão pelos livros não diminuiu. Pelo contrário, ganhou uma dimensão coletiva com a criação de um clube de leitura, impulsionado por interações sobre literatura nas redes sociais.

Ao resumir o papel que os livros ocupam em sua trajetória, Monique é direta. “A literatura é a memória que salva”, diz. Para ela, a função da leitura é servir como um espaço de construção pessoal, especialmente diante das experiências acumuladas ao longo da carreira.

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Da escrita íntima à publicação: o percurso de Kíria Garcia

A escrita surgiu ainda na infância da juíza Kíria Garcia. Essa prática, que começou com uma coletânea de diários pessoais, se tornou uma prática constante na vida adulta. O material, inicialmente reservado para si, começou a circular após incentivo de colegas e amigos, o que levou à publicação de seu primeiro livro.

Segundo Kíria, mostrar ao mundo sua produção foi “como se eu tivesse exorcizado vários demônios ao mesmo tempo”. Esta frase sintetiza bem a relação entre escrita, construção do eu e abertura para novos projetos.

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Disciplina em quadra: o tênis na rotina de Paula Cabral

O tênis entrou na rotina no início da carreira, foi interrompido por limitações profissionais e retomado após mudança para o Rio de Janeiro. A prática passou a exigir reorganização do cotidiano, sobretudo com a chegada da maternidade na vida de Paula Cabral.

A permanência no esporte deixou de ser circunstancial e passou a ocupar um lugar central. “O tênis, atualmente, garante a minha saúde mental”, afirma Paula, que chega a treinar bem cedo em dias de audiência.

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Dança e permanência: o retorno de Ana Júlia Pereira ao balé

Ana Júlia Pereira começou a dançar balé nos primeiros anos de vida, mas parou durante a adolescência. O reencontro com essa paixão de criança veio anos depois, de forma gradual. Hoje, é parte da rotina da juíza, que busca manter uma prática constante até nas semanas mais corridas.

A experiência atual se distancia da lógica de desempenho e se aproxima de uma dimensão mais subjetiva. O foco é desfrutar da dança. “Unir música e movimento é muito libertador”, afirma Ana Júlia.

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Música e reconexão: a flauta na vida de Mônica Cardoso

Estudos na juventude, uma pausa durante a faculdade de Direito, e um reencontro recente: esta é a trajetória de Mônica Cardoso com a música. Estimulada por pessoas próximas, ela voltou a tocar flauta, e agora mantém uma rotina de treinos, ainda que curtos.

Para Mônica, essa reconexão com a música lhe proporcionou uma grande melhoria de seu bem-estar no dia a dia. “A música me faz bem, é uma forma de expressão maravilhosa e gratificante”, declara.

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Organizar para equilibrar: a nova atuação de Cléa Couto

Aposentada da magistratura, Cléa Couto não quis ficar parada. Por isso, começou a trabalhar com a organização de ambientes residenciais. O novo ofício trata da reestruturação de espaços e rotinas familiares, especialmente em contextos marcados por sobrecarga e desordem.

Nesse contexto, Cléa Couto observa que mudanças externas produzem efeitos internos perceptíveis. “A organização é uma ferramenta poderosa de equilíbrio emocional”, explica. Segundo ela,  a reorganização do espaço cria condições mais estáveis para lidar com as demandas do cotidiano.

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Movimento constante: os esportes na vida de Adriana Pinheiro

A rotina de Adriana Pinheiro se distribui entre diferentes modalidades esportivas, praticadas de forma contínua e integrada ao dia a dia. Corrida e natação são as favoritas, mas trilhas e mergulho também entram na ordem do dia durante viagens e deslocamentos.

O esporte, para a magistrada, não é uma atividade complementar, mas algo central para seu bem-estar. “Eu não consigo viver sem ser dentro do esporte”, reflete Adriana.

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Entre a água e a decisão: a rotina de Carina Bicalho

“A água organiza o que me parece caótico”. Esta frase pertence ao relato de encerramento da série, com a desembargadora Carina Bicalho, para quem a natação, seja no mar ou na piscina, é peça-chave da rotina. Esse esporte atravessa sua trajetória desde a infância, graças a uma experiência familiar que ressignificou sua relação com a água.

Em outros tempos, Carina encarou a natação com espírito competitivo, mas aos poucos se tornou uma prática de conexão e  conhecimento pessoal. Mesmo com uma agenda profissional intensa, as braçadas cortando a água são uma prioridade para a desembargadora.

A escolha do local do treino varia de acordo com a necessidade de Carina. “Na piscina, eu me encontro; no mar, eu me expando”, conta. A natação marítima, por conta das variáveis da natureza, exige adaptação constante do nadador. De acordo com ela, a dinâmica é muito parecida com a tomada de decisões em seu ambiente de trabalho.

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