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No TJC, estudantes usam arte para apresentar direitos trabalhistas e sociais

No TJC, estudantes usam arte para apresentar direitos trabalhistas e sociais
Alunos de sete colégios estaduais de Itaboraí e São Gonçalo apresentaram seus trabalhos na culminância do Programa TJC (Trabalho, Justiça e Cidadania), esta sexta-feira (30), no Sesc São Gonçalo. Cerca de 200 alunos participaram da atividade, na qual apresentaram noções de cidadania e de direitos sociais e trabalhistas em forma de encenações teatrais, poesias, filmes, performances e musicais.

A coordenadora do Programa e diretora da AMATRA1, Benimar Medeiros, destacou os temas abordados – a maioria sobre trabalho infantil e trabalho escravo – e elogiou a qualidade das apresentações.

“Foi emocionante ver e ouvir o que os jovens tinham para oferecer, desde cartazes, teatro e poesias, até raps autorais, tudo com base nas noções de direito que tiveram ao longo do semestre. Ganhou importância, na ótica dos alunos, a questão da exploração do trabalho infantil, realidade que, certamente, é por muitos vivenciada ou presenciada”, afirmou Benimar.

A secretária-geral-adjunta da 8ª subseção da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro), Marise Farias Duarte, representou a entidade no evento. De acordo com ela, o TJC é uma oportunidade para as instituições contribuírem para a formação cidadã dos adolescentes.

“Ficamos encantados quando conhecemos este projeto, porque resgata o estudo de cidadania pelos jovens e adolescentes. Leva aos estudantes os direitos e deveres deles como cidadãos. É muito interessante que, ao longo das atividades, eles compreendem o papel do juiz e dos advogados e que - apesar de estarem em lados diferentes - não são inimigos. É importante que levem isso para vida. Que as pessoas que divergem da opinião deles não são inimigos.”

Segundo o procurador do Trabalho Maurício Guimarães, é fundamental que os órgãos do poder público se aproximem dos cidadãos, informando sobre direitos sociais, trabalhistas e civis. São dados a que uma parcela da população não teria acesso de outra forma, disse.

“Nossa formação de sociedade faz com que as instituições sejam distantes da população. É uma questão cultural. A gente procura diminuir essa distância a partir destes projetos. As pessoas não têm noção dos seus direitos. E a forma de fazer isto é sairmos dos locais onde trabalhamos e tentarmos fazer com que essa informação chegue a eles. Dizer a eles que é acessível, que as instituições existem e eles podem dispor porque é direito deles”, afirmou Guimarães.

A AMATRA1 agradece a colaboração do Sesc São Gonçalo, que cedeu o teatro para a realização da culminância.

Nesta quinta-feira (29) também foi realizada culminância em Teresópolis, acompanhada por Benimar Medeiros, com alunos de oito escolas. Outros dois eventos semelhantes ocorreram quarta-feira (28) no município do Rio de Janeiro, acompanhadas pelo diretor Jorge Lopes e pela vice-presidente da AMATRA1, Adriana Leandro. O primeiro com seis escolas estaduais de Benfica, Tijuca, Grajaú e São Cristóvão. A segunda culminância teve a participação de alunos de oito colégios de Campo Grande.

O Programa TJC é promovido pela AMATRA1 em parceria com o MPT-RJ (Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro) e  com a Seeduc (Secretaria de Estado de Educação), pelo projeto De Mãos Dadas pela Cidadania. O objetivo é aproximar as autoridades da sociedade, transmitir noções básicas de Direito do Trabalho e promover a cidadania entre os jovens estudantes, de maneira lúdica.









 





 

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