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Recuperado da Covid-19, presidente do TRT-1 relata como enfrentou a doença

Recuperado da Covid-19, presidente do TRT-1 relata como enfrentou a doença
Fadiga, dores nas pernas e falta de apetite foram alguns sintomas que fizeram o presidente do TRT-1, desembargador José da Fonseca Martins Junior, procurar ajuda médica. Após exames de sangue e tomografia torácica, o magistrado foi diagnosticado com Covid-19, causada pelo novo coronavírus, e precisou ficar internado por sete dias. 

Recuperado, Martins conta à AMATRA1 que os exames realizados na internação “mostraram uma evolução excelente”, mas que ainda segue em afastamento social — medida recomendada pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde. “Todos os cidadãos responsáveis devem assim se comportar”, destaca.

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O isolamento familiar, agora já superado, foi uma das partes mais difíceis para o desembargador durante a evolução da doença. “Só falava com minha mulher e filhos pelo celular e pelo WhatsApp, o que me foi muito doloroso.” 

Veja a entrevista com o presidente do TRT-1 na íntegra:

AMATRA1: Quais foram os primeiros sintomas e quando o sr. descobriu que estava com a Covid-19?
José da Fonseca Martins Junior: No dia 14 de março, fui almoçar com meus pais e à noite comecei a sentir uma forte infecção intestinal, que perdurou por cerca de 5 ou 6 dias. Creio que esse tenha sido o primeiro sintoma da infecção pela Covid-19. Posteriormente, comecei a sentir dores nas pernas, fadiga e falta de apetite. Diante desse quadro, me dirigi à Clínica São Vicente, e os médicos me submeteram a uma tomografia nos pulmões e exames de sangue, que indicaram a infecção pela Covid-19.

A: Foi possível descobrir como contraiu o vírus?
JM: Na verdade, quando se sente os primeiros sintomas, você já se encontra infectado há alguns dias, de modo que não pude identificar como e onde fui infectado.

A: Pode contar como foi a evolução da doença? Precisou ser internado?
JM: Os primeiros sintomas vieram no dia 14 de março e culminaram com minha internação, em 2 de abril.

A: Como foi lidar com o afastamento social e da família?
JM: O afastamento social perdura até hoje (todos os cidadãos responsáveis devem assim se comportar) e o familiar (hoje superado) me foi muito doído. Fiquei sete dias internado, em completo isolamento. Só falava com minha mulher e filhos pelo celular e pelo WhatsApp, o que me foi muito doloroso.

A: Como foi a recuperação? Como está se sentindo hoje?
JM: Graças a Deus a recuperação foi muito boa, todos os exames realizados na internação mostraram uma evolução excelente, e hoje nada sinto da infecção sofrida, apesar de aguardar o resultado de exames realizados, inclusive para a constatação da aquisição de anticorpos.

A: O que o sr. recomenda para a população diante desta grave pandemia?
JM: Sigam as orientações técnicas que recomendam o isolamento social e a higienização (essa é a tendência mundial), não se deixem influenciar por irresponsáveis, que fazem um discurso populista e desprovido de qualquer base científica. Por fim, gostaria de registrar meu eterno agradecimento à equipe de saúde da Clínica São Vicente (médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem e nutricionistas) que se mostraram (e se mostram) incansáveis no exercício desse verdadeiro sacerdócio.

*Foto: TRT-1
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