Notícias

Adriana Leandro discute trabalho infantil em talk show no TRT-1

Adriana Leandro discute trabalho infantil em talk show no TRT-1
A vice-presidente da AMATRA1, Adriana Leandro, participou do segundo dia do talk show “Direitos Humanos e Agenda 2030”, promovido pela Escola Judicial do TRT-1 (Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região). Em painel sobre trabalho infantil, Adriana alertou para os perigos das diferentes modalidades da prática e reforçou a necessidade de cooperação entre Justiça do Trabalho e sociedade para erradicar a exploração de crianças e adolescentes. Participaram também da discussão o desembargador José Luiz Campos Xavier e a consultora em trabalho infantil Maria Izabel da Silva.

Para Adriana, o trabalho doméstico é uma das formas mais perversas de trabalho infantil e se destaca pela complexidade de mapeamento. "A casa é um espaço intramuros, ou seja, é preciso denúncias para identificar essas práticas. Isso significa que precisamos fazer a nossa parte e conscientizar a sociedade", afirmou.

No Brasil, o trabalho doméstico consta na lista das piores formas de trabalho infantil devido aos possíveis riscos ocupacionais e de saúde trazidos às crianças. A relação foi estabelecida pelo decreto 6481 e se baseia na Convenção 182 da OIT (Organização Internacional do Trabalho).

[caption id="attachment_25237" align="aligncenter" width="525"] Profissionais do Direito discutem trabalho infantil em talk show no TRT-1[/caption]

Segundo Maria Izabel, uma importante via de combate é a conscientização das famílias. "Precisamos romper com a cultura de que o trabalho infantil é dignificante. Isso só é desconstruído  se conversamos com as famílias e mostrarmos os riscos da atividade à saúde e à educação", disse.

Adriana também lembrou que o tráfico é uma expressiva fonte de aliciamento. "Muitas crianças de comunidades são obrigadas a entrar para o tráfico. Quando entram, são seduzidas pela quantia de dinheiro que ganham em pouco tempo e não conseguiriam em um programa de aprendizagem", afirmou, acrescentando que a milícia também tem empregado mão de obra infantil.

[caption id="attachment_25244" align="aligncenter" width="525"] A consultora Maria Izabel da Silva chamou a atenção para os dados alarmantes sobre trabalho infantil no Brasil[/caption]

Segundo o desembargador José Luiz Campos Xavier, o trabalho infantil é uma cicatriz na história do país, porque remete à escravidão no Brasil colonial. Ele acredita que são muitos os desafios no combate à prática. "Como fazemos uma Agenda 2030 para corrigir um erro histórico de 500 anos?", questionou.

Para a vice-presidente da AMATRA1, a Justiça do Trabalho pode ampliar seu potencial no combate à exploração infantil se estimular a aprendizagem como política pública de inclusão. “Devemos incentivar as empresas a acolher jovens aprendizes, que poderão se transformar em empregados efetivos”, afirmou.
We use cookies

We use cookies on our website. Some of them are essential for the operation of the site, while others help us to improve this site and the user experience (tracking cookies). You can decide for yourself whether you want to allow cookies or not. Please note that if you reject them, you may not be able to use all the functionalities of the site.