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Relatório da OIT alerta para aumento do desemprego entre os mais jovens

Relatório da OIT alerta para aumento do desemprego entre os mais jovens
Foto: Magnifc

O relatório “Tendências Globais de Emprego para a Juventude 2026: De Volta ao Futuro”, publicado pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) em agosto, revelou que a taxa de desemprego entre jovens de 15 a 24 anos chegou a 12,4% em 2025.. Isso equivale a 67 milhões de pessoas desempregadas. A pesquisa relaciona esse quadro à lentidão no crescimento econômico e à redução na criação de oportunidades de trabalho, em especial para iniciantes.

A pesquisa também cita como um fator relevante a inserção da inteligência artificial no mercado de trabalho. Segundo a OIT, 6,1% dos empregos ocupados por jovens de 15 a 29 anos estão entre os mais expostos à IA e, por isso, sujeitos a algum grau de substituição.

Panorama regional

O panorama global mostra que alguns dos maiores aumentos entre 2023 e 2025 ocorreram em regiões de alta renda. Na América do Norte, o salto foi de 8,3% para 9,8%. No norte, sul e oeste da Europa, a taxa chegou a 15% em 2025 — em 20 dos 29 países, houve piora na capacidade das economias de absorver jovens e oferecer oportunidades de trabalho decentes.

Nos países em desenvolvimento, as taxas de desemprego são menores. No entanto, o relatório observa que esse dado mascara a realidade da insegurança generalizada no mercado de trabalho, visto que quase 9 em cada 10 jovens trabalhadores nesses países atuam na informalidade, o que dificulta o acesso à estabilidade financeira e à proteção social. Os maiores índices de desemprego juvenil são registrados nos países árabes, com taxa de 26,2%, e na África Setentrional, com 22,6%.

De acordo com os dados levantados no estudo, a proporção de jovens que não trabalham, não estudam e não estão em formação — os chamados NEET (Not in Education, Employment, or Training) — chegou a 20% no último ano, afetando cerca de 257 milhões de pessoas.

Perspectivas futuras

Para o diretor-geral da OIT, Gilbert Houngbo, “uma geração que não consegue encontrar trabalho decente não pode construir seu futuro com confiança”. A fala ilustra a problemática central do relatório e, diante dos resultados da pesquisa, a organização apresenta uma lista de recomendações para reverter a baixa empregabilidade juvenil. Entre as ações, estão a adoção de uma abordagem centrada no ser humano para liderar a governança da IA, investimento em educação de qualidade e continuada, fortalecimento dos serviços de emprego, ampliação da proteção social e políticas econômicas voltadas à construção de melhores condições de trabalho para os jovens.

A conclusão do relatório é que não basta criar empregos para os jovens: é necessário garantir que esses empregos ofereçam condições seguras, dignas e oportunidades de crescimento. Para mais informações, acesse o site da OIT.


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