Notícias

OIT e Unicef indicam proteção social das famílias para reduzir o trabalho infantil

OIT e Unicef indicam proteção social das famílias para reduzir o trabalho infantil
Apesar dos avanços no combate ao trabalho infantil obtidos nas últimas duas décadas, o aumento da vulnerabilidade das famílias em decorrência de conflitos, crises econômicas e da pandemia da Covid-19 agravou esse problema em todo o mundo. Atualmente, 160 milhões de pessoas estão expostas ao trabalho infantil, o que representa um em cada 10 crianças de cinco a 17 anos. Para voltar a reduzir esses índices, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) indicam ser fundamental ampliar a proteção social das famílias.

A análise está presente no relatório The Role of Social Protection in the Elimination of Child Labour: Evidence Review and Policy Implications” (“O Papel da Proteção Social na Eliminação do Trabalho Infantil: Revisão de Evidências e Implicações Políticas”, em tradução livre). Com evidências de estudos produzidos nos últimos 12 anos, o documento comprova que o aumento do auxílio às famílias frente às crises econômicas e de saúde tem impacto direto na redução do trabalho infantil, assim como no aumento da escolarização.

Mas, apesar dos indicativos para os benefícios da proteção social, o relatório mostra que a grande maioria das crianças de zero a 14 anos – 73,6%, ou cerca de 1,5 bilhão – não são contempladas por qualquer auxílio. Além disso, muitos programas não são idealizados com o objetivo de beneficiar diretamente as crianças ou mitigar os riscos e consequências do trabalho infantil, ou não são suficientemente adequados. 

Leia mais: Brasil registra 4 mil casos de violência sexual contra crianças e adolescentes
Uberização do trabalho é tema de artigo do juiz Ronaldo Callado, no Jota
AMATRA1 firma parceria com a clínica odontológica Rizi Dental

Para Guy Ryder, diretor-geral da OIT, “há muitas razões para investir na proteção social universal, mas a eliminação do trabalho infantil deve ser uma das mais convincentes, dado seu impacto pernicioso sobre os direitos e o bem-estar das crianças”. 

E esses investimentos precisam ser feitos de forma rápida e eficiente, de acordo com o relatório. Caso contrário, a tendência é o aumento do trabalho infantil, devido às consequências da pandemia e também ao presente conflito armado e ao aumento da pobreza.

Entre as medidas que podem ser adotadas pelos governos ao redor do mundo, a OIT e a Unicef recomendam dar prioridade dos benefícios para as crianças e estender a proteção aos trabalhadores informais, como forma de fechar a lacuna de cobertura de proteção social; construir sistemas integrados que propicie benefícios ao longo do ciclo de vida; desenvolver programas inclusivos e sensíveis ao trabalho infantil; e promover o investimento em sistemas de proteção social como motor do desenvolvimento, mobilizando recursos internos para reforçar esses sistemas para crianças.

Clique aqui para ler o relatório na íntegra (em inglês).

*Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
We use cookies

We use cookies on our website. Some of them are essential for the operation of the site, while others help us to improve this site and the user experience (tracking cookies). You can decide for yourself whether you want to allow cookies or not. Please note that if you reject them, you may not be able to use all the functionalities of the site.