Ato simbólico reuniu instituições no santuário e reforçou a importância do debate sobre saúde e segurança no ambiente de trabalho
O Cristo Redentor, um dos maiores cartões postais do Rio de Janeiro, foi iluminado de verde na noite desta terça-feira (28) em homenagem ao Dia Mundial em Memória às Vítimas de Acidentes e Doenças Relacionadas ao Trabalho. A ação foi uma parceria do TRT-1 com o MPT-RJ, a Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro e o Santuário Cristo Redentor, e integrou a campanha Abril Verde, que busca ampliar a conscientização sobre riscos de saúde no ambiente de trabalho. O presidente da AMATRA1, Rafael Pazos, representou a associação na solenidade.

Rafael Pazos aos pés do Cristo Redentor
Pazos celebrou a movimentação e afirmou que a proteção à saúde do trabalhador ocupa posição central na atuação da Justiça do Trabalho. Ele defendeu a continuidade de ações públicas de visibilidade. “A proteção da saúde do trabalhador é primordial, é uma das principais medidas que nós, da Justiça do Trabalho, temos que defender”, disse o presidente da AMATRA1, ressaltando a importância de manter o tema em evidência.
A cerimônia, idealizada por instituições públicas relacionadas ao trabalho e religiosas, marcou a décima edição consecutiva da iluminação do monumento no Abril Verde, consolidando o Cristo Redentor como um personagem simbólico da campanha.
Presidente do TRT-1 Roque Lucarelli discursa na solenidade de iluminação do Cristo
Além de Rafael Pazos, outras autoridades prestigiaram a ação, como o presidente do TRT-1, Roque Lucarelli, e o ministro do TST, Alexandre Agra Belmonte, ambos associados da AMATRA1. Em sua fala no evento, Roque destacou que, apesar dos avanços históricos, a realidade do trabalhador pouco evoluiu. Ele reforçou a necessidade de conscientização coletiva para garantir que o trabalhador não exerça suas atividades “com medo de não voltar para casa”. Agra Belmonte contextualizou o cenário contemporâneo como o de uma sociedade tecnológica e de risco, ressaltando o avanço das doenças psicossociais e o agravamento dos indicadores nacionais.
“Nosso problema é um problema de efetividade, falta de conscientização e também de falta de solidariedade e cuidado com o próximo. Nós temos uma série de problemas causados por essa sociedade na qual estamos vivendo hoje, que torna todos ansiosos, trabalhando de forma frenética. O Brasil é o país que mais faz horas extras no mundo. Qual é a convivência que os trabalhadores têm com os filhos? Qual é a convivência que eles têm no meio social?”, refletiu o ministro do TST.
Rafael Pazos e o ministro Alexandre Agra Belmonte
A campanha de 2026 adotou o tema “Clima equilibrado, Trabalho Protegido e Ambiente Saudável” e ampliou o enfoque tradicional da prevenção ao incorporar a relação entre condições ambientais e saúde ocupacional. A proposta direcionou o debate para impactos mais amplos no meio ambiente do trabalho.
A data de 28 de abril remete a um acidente ocorrido em 1969, quando uma explosão em uma mina na Virgínia, nos Estados Unidos, matou 78 trabalhadores. O episódio fundamenta a escolha internacional do dia, posteriormente reconhecido também pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e instituído no Brasil pela Lei nº 11.121/2005.
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