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CLT reforça folga remunerada para exames; empresas devem informar seus funcionários

Nova norma mantém folga anual remunerada, inclui HPV no foco preventivo e obriga divulgação de campanhas de saúde no trabalho

A Lei 15.377/26, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, alterou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) para que empresas informem seus empregados sobre campanhas de vacinação e exames preventivos para HPV e câncer. Elas também devem deixar claro que eles podem tirar três folgas remuneradas por ano para estes cuidados. A medida busca promover mais saúde entre os trabalhadores brasileiros.

A legislação trabalhista prevê o benefício da folga remunerada desde 2018, mas agora passa a exigir proatividade dos empregadores na difusão de informações de saúde. O texto determina que as empresas devem divulgar campanhas oficiais e orientar seus funcionários conforme diretrizes determinadas pelo Ministério da Saúde, incorporando ao cotidiano laboral temas ligados à conscientização e à prevenção de doenças.

Entre as novidades da lei sancionada, estão a inclusão do HPV no escopo das ações e maior ênfase em exames relacionados aos cânceres de mama, de colo do útero e de próstata. A mudança não restringe o conceito de exames preventivos, mas direciona as campanhas para doenças com políticas públicas já estruturadas.

A norma mantém a possibilidade de afastamento por até três dias a cada 12 meses, sem prejuízo salarial, para realização de exames preventivos. No entanto, a lei exige comprovação, geralmente feita por declaração de comparecimento, embora não detalhe o formato exato do documento. A regulamentação também não estabelece regras sobre aviso prévio, escolha de datas ou fracionamento dos dias. Esses aspectos devem ser ajustados diretamente entre empregado e empregador.

O texto não define as penalidades para o descumprimento da norma, mas incorporou o dever ao corpo da CLT, o que amplia a responsabilidade das empresas e pode influenciar interpretações em disputas trabalhistas.

Com informações do G1

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Literatura rege debate sobre violência doméstica no TRT-1

Roda de conversa reuniu magistrados e servidores para leitura de contos e diálogos sobre violência de gênero no Brasil

A leitura de trechos de produções literárias conduziu um debate sobre violência doméstica no Centro Cultural do TRT-1, na tarde desta segunda-feira (13). O encontro reuniu cerca de 30 participantes e articulou literatura, artes visuais e diálogo institucional em uma roda de conversa. A iniciativa foi organizada em conjunto pelo centro, pela Ouvidoria da Mulher e pela Escola Judicial, com objetivo de ampliar a reflexão sobre diferentes formas de violência de gênero. O encontro teve a participação de magistrados e servidores, incluindo a juíza Rossana Tinoco, 1ª diretora Social da AMATRA1, que representou a Associação.

A proposta estruturou o encontro a partir da leitura dos contos “Manuscrito de um não-ciumento cansado” e “Fotografia em branco e preto”, do livro “A culpa deve ser do sol”, do desembargador Gustavo Tadeu Alkmim, ex-presidente da AMATRA1. Ao comentar a construção das narrativas, Alkmim afirmou que adota um enfoque realista e destacou que os textos refletem situações presentes no cotidiano.

Ele descreveu personagens inseridos em relações de opressão e apontou que a violência doméstica se manifesta, frequentemente, no espaço privado, com a mulher sendo colocada em posição de submissão. O magistrado também associou a literatura à produção crítica. Segundo ele, “a literatura, como regra, é um lugar não só do prazer, da leitura, mas também um lugar de reflexão, que te tira de uma certa zona de conforto”.

A desembargadora Carina Bicalho, ouvidora da Mulher, vinculou a iniciativa à desconstrução de estereótipos de gênero. Segundo ela, o uso da literatura e das artes visuais permite abordar diferentes camadas da violência, inclusive processos anteriores ao desfecho extremo, como o feminicídio. Também situou o evento como parte do compromisso institucional com o enfrentamento da violência de gênero e ressaltou a importância de integrar diferentes linguagens para ampliar a compreensão do problema. 

A curadora da exposição “Presenças Invisíveis – Mulheres Trans”, Isabela Francisco, também participou da roda de conversa. Ela contribuiu para a mediação das discussões. A mostra, que aborda a violência contra mulheres trans, permanece em exibição no Centro Cultural do TRT-1 até 22 de abril, e amplia o alcance do debate proposto no encontro.

Participaram ainda do evento a desembargadora Mônica Puglia; o desembargador Maurício Drummond; o juiz Paulo Périssé, ex-presidente da AMATRA1; e Maria Zilda Neta, 1ª diretora-adjunta de Prerrogativas e Direitos também da AMATRA1, todos associados.

A diretora do Centro Cultural, desembargadora Dalva de Oliveira, indicou que a iniciativa se insere em uma agenda voltada ao enfrentamento de diversas formas de preconceito, incluindo machismo, capacitismo e etarismo. Ao final do encontro, a programação incluiu um sorteio de livros. 

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AMATRA1 prestigia confirmação da posse dos novos titulares do TRT-1

Presidente Rafael Pazos celebrou o fortalecimento da Justiça do Trabalho

O Órgão Especial do TRT-1 ratificou nesta quinta-feira (9), no Plenário Délio Maranhão, a posse dos associados à AMATRA1 Fabiano Luzes, João Renda, Leonardo Campos, Letícia Zahar, Lívia Siciliano, Luciano Moraes, Renata Sant’Anna Reis, Ronaldo Resende, Simone Bemfica e Vinícius Teixeira, além de Flávia Nóbrega, como juízes titulares. Em um contexto de pressão institucional sobre a Justiça do Trabalho, a cerimônia consolidou a titularidade de um grupo majoritariamente vinculado à Associação.

Em seu discurso no evento, o presidente da AMATRA1, Rafael Pazos, destacou a qualificação dos magistrados e relacionou a ratificação ao momento vivido pela magistratura trabalhista. “Os colegas promovidos são muito capacitados, técnicos e comprometidos com a Justiça do Trabalho. Nestes momentos difíceis que o Judiciário, em especial a Justiça do Trabalho, vem vivendo, a posse dos colegas como juízes titulares aumenta a esperança de que continuaremos fortalecidos”. Ele saudou os colegas e desejou sucesso nesta nova fase profissional.

A composição dos empossados evidencia a forte presença da AMATRA1 entre os titulares do Tribunal, com o ingresso de dez novos magistrados associados. No âmbito da atuação associativa, João Renda ocupa atualmente a coordenação pedagógica da EMATRA1, enquanto Lívia Siciliano já integrou a direção da entidade como vice-presidenta. Luciano Moraes e Fabiano Luzes também passaram por cargos na associação, nas áreas de Esportes e Lazer e Cultura, respectivamente.

O presidente do TRT-1, desembargador Roque Lucarelli, afirmou que a ratificação dos magistrados reforça um compromisso com a Justiça do Trabalho. Segundo ele, a motivação que levou cada magistrado à carreira deve orientar a atuação diante de dificuldades institucionais.

Lívia Siciliano destacou o caráter simbólico da cerimônia e associou o momento à sensação de pertencimento institucional, ao apontar a possibilidade de ampliar a contribuição ao tribunal com maior autonomia. João Renda Leal Fernandes, por sua vez, relembrou etapas anteriores da carreira na Justiça do Trabalho e projetou os desafios da titularidade, especialmente em funções de gestão e administração.

Com informações do TRT-1

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