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Assembleia aprova prestação de contas e regulamenta indicações ao TRT-1

Reunião virtual convocada por Rafael Pazos delibera contas, composição da Comissão de Prerrogativas e nova resolução interna

A primeira Assembleia Geral Extraordinária da AMATRA1 de 2026 aprovou, por unanimidade, a prestação de contas de 2025, as indicações para a Comissão de Prerrogativas e a minuta de resolução com regras para escolher representantes da entidade nos colegiados temáticos do TRT-1. O encontro telepresencial desta terça-feira (10) foi convocado pelo presidente Rafael Pazos e reuniu 41 associados.

Além de atestar a regularidade das contas, o plenário também chancelou, sem divergências, os nomes do juiz Victor Teixeira Barreto da Silva, da juíza Patricia Lampert Gomes Ribas e da desembargadora Marcia Regina Leal Campos para integrar a Comissão de Prerrogativas, órgão responsável por matérias relacionadas às garantias institucionais da magistratura associada.

No mesmo ato, os participantes validaram a minuta de resolução que disciplina o processo de indicação de representantes da AMATRA1 para os colegiados temáticos do TRT1. O texto estabelece parâmetros formais de atuação institucional.  

A convocação observou o Estatuto da associação, que admite a realização de assembleias em formato telepresencial, modalidade incorporada ao regramento interno ao final da gestão anterior. O edital ficou disponível na área restrita do site e foi encaminhado aos associados com as informações de acesso.

A pauta incluiu ainda o encaminhamento dos trabalhos da comissão constituída na AGE anterior para tratar das indicações da entidade a comitês, mantendo a discussão sobre a organização da representação institucional.

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AMATRA1 participa da posse da nova diretoria da AMAERJ

Rafael Pazos e Karime Simão representam a entidade e apontam avanço no diálogo institucional entre as associações

A AMATRA1 integrou o conjunto de lideranças da magistratura que acompanharam, na segunda-feira (9), a posse da nova diretoria da AMAERJ, no Tribunal de Justiça. O presidente Rafael Pazos, ao lado da 2ª vice-presidenta Karime Simão, representou a entidade e destacou que a aproximação entre as associações busca fortalecer a atuação da magistratura do Rio. O evento reuniu dirigentes da AMB, presidentes de associações estaduais e representantes de entidades do sistema de Justiça. Durante a solenidade, a presidenta empossada, Eunice Haddad, defendeu a união como eixo de atuação institucional.

Rafael Pazos ressaltou a importância de ampliar o diálogo entre as duas entidades. Segundo o magistrado, “a AMATRA e a AMAERJ  estão estreitando as relações institucionais, visando o  amplo diálogo para  a melhoria das condições de toda a magistratura fluminense”.

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Lideranças da AMB e de associações estaduais participam da cerimônia de posse da AMAERJ/AMAERJ

A cerimônia reuniu a presidente da AMB, Vanessa Mateus, e os vice-presidentes Carlos Alberto Martins Filho, Cristiano Vilhalba, Marcel Ferreira dos Santos, Mario José Esbalqueiro Jr., Rosimere das Graças do Couto e Bruno Perusso, coordenador da Justiça do Trabalho. O comparecimento das lideranças nacionais marcou o caráter institucional do ato.

O evento também agregou presidentes de associações estaduais, entre eles Antônio Rafael Wanderley Casado (ALMAGIS), Daniel Neves Pereira (AJURIS), Eldsamir Mascarenhas (AMAB), Eliezer Mattos Scherrer Júnior (AMAGES), Marcelo Lima de Oliveira (AMARR), Thiago Massad (APAMAGIS) e Rafael Pazos (AMATRA1).

A cerimônia contou ainda com a presença dos ex-presidentes da Amaerj, como Claudio dell’Orto — atual diretor-geral da Emerj — e Felipe Gonçalves, além de presidentes de outras entidades do sistema de Justiça: Cristina Francesconi (APERJ), Cláudio Henrique Viana (AMPERJ), Rômulo Souza de Araújo (ADPERJ), Rita Cortez (IAB) e Débora Valle de Brito (AJUFERJES).

Em seu discurso de posse, Eunice Haddad afirmou que a unidade entre as associações sustenta a missão institucional da magistratura e reforçou que o diálogo orientará a atuação da nova diretoria.

Confira os dirigentes da AMAERJ no biênio 2026-2027:

DIRETORIA EXECUTIVA

Presidenta: Eunice Bitencourt Haddad
1º vice-presidente: Marco Aurélio Bezerra de Melo
2º vice-presidenta: Ana Beatriz Mendes Estrella
1º secretário: Richard Robert Fairclough
2º secretário: Luiz Alfredo Carvalho Junior
1º tesoureira: Márcia Alves Succi
2º tesoureiro: Rita de Cássia Vergette Correia Aidar

Diretores adjuntos:
Fabiano Reis dos Santos
Isabela Lobão dos Santos
Marco Aurélio dos Santos Fróes
Milena Angélica Drumond Morais Diz
Mirian Tereza Castro Neves Souza Lima
Rubens Soares Sá Viana Junior

CONSELHO DELIBERATIVO E FISCAL

Presidenta: Katya Maria de Paula Menezes Monnerat
Vice-presidenta: Ana Paula Nicolau Cabo
Secretária: Juliana Bessa Ferraz Krykhtine

Membros efetivos:
Alessandra Ferreira Mattos Aleixo
Antonio Aurélio Abi Ramia Duarte
Denise de Araújo Capiberibe
Felipe Pinelli Pedalino Costa
Gustavo Henrique Nascimento Silva
José Alfredo Soares Savedra
Luciana da Cunha Martins Oliveira
Ricardo Pinheiro Machado

Membros suplentes:
Camilla Prado
Luiz Umpierre de Mello Serra
Paulo Roberto Campos Fragoso
Renata Palheiro Mendes de Almeida
Vanessa de Oliveira Cavalieri

Com informações do AMAERJ

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Entre a Sapucaí e os tribunais, Luciana Neves reflete sobre o Carnaval

Ex-presidenta exalta a dimensão cultural da festa, mas alerta para necessidade de fiscalização

Ex-presidenta da AMATRA1, Luciana Neves construiu uma relação de afeto com o Carnaval carioca que começou nos blocos de rua e chegou à Sapucaí. Em 2018, estreou no Desfile das Campeãs pela Paraíso do Tuiuti. No ano passado, voltou a desfilar, desta vez, pela Inocentes de Belford Roxo, agremiação na qual já confirmou presença este ano. Para a magistrada, o Carnaval é uma expressão da cultura popular e um espaço de crítica social e inclusão. Com a experiência de quem atua nos tribunais, ela alerta, no entanto, que os problemas estruturais relacionados às condições de trabalho na produção dos desfiles não podem ser ignorados e que a fiscalização precisa ser efetiva para coibir práticas que coloquem em risco os direitos dos trabalhadores.

Luciana Neves estreou na Marquês de Sapucaí de forma inesperada, há oito anos, quando aceitou um convite de última hora para integrar o Desfile das Campeãs da Paraíso do Tuiuti. A estreia foi com pé direito. A escola foi a campeã daquele ano, com o enredo “Meu Deus, Meu Deus, está extinta a escravidão?”, que abordou a reforma trabalhista de 2017 e as formas contemporâneas de exploração. A magistrada relembra a experiência como uma das mais intensas que já viveu, sobretudo porque combinou as alegrias da folia com um tema de grande impacto junto ao público, que foi contagiado pela apresentação. 

A relação com o Carnaval, no entanto, antecede a experiência na avenida. Ela recorda que frequentava bailes infantis com os pais desde os três anos e se divertia em blocos tradicionais da Zona Sul do Rio, como a Banda de Ipanema, com a qual mantém vínculo estreito desde a fundação, em 1965. O desejo de desfilar na Sapucaí foi consequência natural de sua relação com o carnaval. 

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As ex-presidentas da AMATRA1, Áurea Sampaio e Luciana Neves, no Carnaval do Rio/Arquivo pessoal

Em 2025, a juíza voltou à avenida pela Inocentes de Belford Roxo, incentivada por amigos ligados à escola. Este ano, ela desfila na sexta-feira de Carnaval. Luciana afirma que pretende seguir participando do Carnaval por muitos anos e, ao falar da vivência dentro das escolas de samba, destaca a dedicação das comunidades como um dos pilares da festa. Para ela, o envolvimento coletivo se revela no trabalho cotidiano e no compromisso dos integrantes com o desfile. 

Com o olhar voltado à proteção dos trabalhadores, a magistrada alerta, porém, para a persistência de situações de abuso laboral que refletem problemas estruturais do país. Ela chama atenção para contradições na própria dinâmica da festa, como a existência de atividades não remuneradas e de situações de risco. Luciana relaciona essas práticas a casos já analisados pela Justiça do Trabalho, inclusive com registros de acidentes fatais, e defende maior rigor na fiscalização.

Na avaliação de Luciana Neves, o Carnaval ocupa papel relevante como manifestação da cultura brasileira, com raízes fincadas na  criatividade popular e na resistência de comunidades historicamente marginalizadas, funcionando como espaço de memória, crítica social e afirmação de identidades. A magistrada relembra que temas pouco visíveis em meios de comunicação ganham projeção na avenida, como a vitória da Tuiuti que presenciou em 2018 com enredo crítico sobre escravidão contemporânea. 

A juíza sustenta que a valorização do Carnaval como patrimônio cultural exige o reconhecimento das desigualdades que atravessam sua produção. Nesse sentido, afirma que a festa “espelha as desigualdades estruturais do país” e reforça a necessidade de políticas públicas que garantam trabalho digno, seguro e valorizado para todos os integrantes das comunidades envolvidas na festa. 

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